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mOVIMENTO de hUMOR

Desenhos originais com um hUMOR que ou fazem pensar ou fazem ranger os dentes.

CENTENO É HERÓI OU VILÃO?

Gomes, 11.05.20

MH MAIO 2020-8.jpg

No governo anterior,
que não era de Passos Coelho e de Portas,
mas o mesmo que o que está em actuais funções
(apenas com muito mais gente
e mais gastos do erário público que falta fazem ao país)
o senhor ministro das finanças,
Mário Centeno, era o herói dos socialistas.

Graças aos grandes sacrifícios dos portugueses
foram ligeiramente amortizados os juros
de uma dívida que ninguém sabe como foi feita
(ou sabem e não querem tornar pública
por vir a desacreditar partidos e instituições
que necessitam de manter boa imagem),
mas que ofereceu a capa de herói a Centeno.

Desde que Victor Constâncio foi governador
do Banco de Portugal
(que as contas nunca mais bateram certo
e o dinheiro saía, e continua a sair, para bancos
em clara bancarrota).

Toda a gente entende que uma economia sólida
depende de bancos credíveis e por isso o apoio à banca,
mas não se iludam: com o argumento de protegerem
as instituições se protegem os malandros e os incompetentes.

O que esteve por trás de tudo isto?
Sabemos pouco ou nada.
Os jornais são enigmáticos
e os responsáveis silenciosos - por isso cabe-nos teorizar:

Talvez por que o banco do Estado
(Caixa geral de Depósitos) tenha andado
a vender dívidas aos bancos privados com a garantia
que quando necessitassem
os fundos públicos punham a mão por baixo.

Por isso se justifica Centeno
entregar 900 mil milhões de euros à CGD
e outros tantos a outros bancos?
Assim parece.

Talvez assim se explique o que Joe Berardo
andava a dizer que ele não tinha dívidas
nenhumas - talvez tenha sido testa-de-ferro
de uma dessas acções de "mão-protectora". Será assim?

Também parece.

A urgência
(parece que com a pressa Centeno se esqueceu
de avisar o coitado do primeiro ministro António Costa
- que já anda enganado desde o governo de José Sócrates)
com que o governo entregou 850 milhões
de euros do capital sacado aos contribuintes
com o objectivo de colocar 1037 milhões no Novo Banco
talvez prove que a coisa está mais complicada.

O certo é que se António Costa não tinha mesmo conhecimento deveria exigir ao Novo Banco a devolução destes 850 milhões e exigir
que sejam pagos os "empréstimos à banca"- como diz Costa.

A condenação de pessoas não implica
a condenação das instituições - lembramos
para denunciar os manhosos que gostam de fazer confundir.

Por falar nisto: Centeno também quer o lugar de governador do Banco de Portugal.

Então o ciclo fica aconchegadinho
para uns tantos ficarem acima das regras
que impõem aos portugueses.

Lá está o Comité Central comemora o 25 de Abril,
os outros...são só isso: "OS OUTROS".

Mantenham-se em segurança de COMITÉS CENTRAIS
e, já agora, do covid-19.

JG
11/05/2020

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