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mOVIMENTO de hUMOR

Desenhos originais com um hUMOR que ou fazem pensar ou fazem ranger os dentes.

FRASE SEM PENSAR OU MINISTRA ARMADA EM "MARIA ANTONIETA" ?

Gomes, 06.08.20

MH AGOSTO 20-05.jpg

 

O caso aconteceu numa cerimónia
nos jardins do Museu Nacional de Arte Antiga,
em Lisboa, quando a jornalista da SIC,Iryna Shev,
perguntou sobre as iniciativas do grupo União Audiovisual,
que está a dar apoio a famílias de artistas carenciados,
a resposta foi pronta e terminou a entrevista:
«Só falo de arte contemporânea.
Portanto, muito obrigada
e vamos beber o drink de fim de tarde».

Ler mais no artigo do jornal Sol:https://sol.sapo.pt/art…/704637/ministra-indignada-com-a-sic

Graça Fonseca, ministra da Cultura,
defendeu-se que nem sequer ouviu a pergunta.
Foi uma frase sem pensar.
Ou seja: a senhora ministra não pensou
que estava numa cerimónia com jornalistas
a fazerem-lhe perguntas.

Nem nunca leu os imensos artigos
sobre o enorme aumento da pobreza das pessoas
que vivem do trabalho cultural.

Mas a história do "drink"
(interessante a expressão vinda de uma ministra
com a pasta da Cultura) tentou ser abafada por Graça Fonseca quando anunciou o “apoio histórico” dos 70 milhões para a Cultura, como se fosse uma história para adormecer as "Esquerdas UNIDAS" (PS, BE e CDU).

Pois os 70 milhões são para que o Estado
faça um investimento em obras de arte,
não para administrar a Cultura portuguesa
e muito menos para auxiliar quem depende da Cultura
para fazer compras de sobrevivência.

A triste realidade aumenta
quando ainda estão por explicar os negócios
da empresa de engenharia civil e familiar
de Graça Fonseca,
a Joule (nacional e internacional).

João Paulo Batalha, presidente da associação Integridade
e Transparência, não tem dúvidas: “a lei é clarinha”
e o que prevê, em casos como o de Graça Fonseca,
é mesmo a “demissão”.

Ler na integra o artigo do Expresso: https://expresso.pt/…/2019-07-31-Empresas-do-pai-da-mae-do-…

Esta aconteceu em 2019,
mas o que aconteceu? NADA!

Mais uma da Graça Fonseca sem pensar?

Mantenham-se alerta!

Gomes
06/08/2020

A COMISSÃO DE INQUÉRITO PARA AVERIGUAÇÃO DE USO DOS FUNDOS NA REGIÃO DE PEDRÓGÃO GRANDE ESTÁ DE FÉRIAS

Gomes, 28.07.20

MH JULHO 20-20.jpg

O incêndio que deflagrou em 17 de Junho de 2017
em Escalos Fundeiros,
no concelho de Pedrógão Grande,
que alastrou depois a municípios vizinhos,
nos distritos de Leiria,
Coimbra e Castelo Branco,
provocou 66 mortos e 253 feridos,
sete deles com gravidade, e destruiu cerca de 500 casas,
261 das quais eram habitações permanentes
e 50 empresas.

Os fundos usados para apoiar as populações levantou muitas questões sobre usos indevidos. Levantou-se grande suspeita de corrupção e para isso formou-se uma Comissão Eventual de Inquérito Parlamentar.

Assim, o prazo de funcionamento da comissão
vai estar suspenso durante o mês de Agosto,
“retomando os seus trabalhos em 02 de Setembro”,
na sequência da votação final do projecto de resolução,
que foi aprovado por unanimidade,
com os votos favoráveis dos nove grupos parlamentares – PS, PSD, BE, PCP, CDS-PP, PAN, PEV, CHEGA, INICIATIVA LIBERAL e das duas deputadas não inscritas.

No Movimento de Humor reconhecemos a necessitada de férias dos deputados. Reconhecemos que pode não haver a possibilidade de escalas para que se mantenha o inquérito.

Um mês faz diferença neste processo?

Faz! Um inquérito desta natureza que envolve muitas entidades públicas.

O que nos intriga é que só em 24 de Março de 2020 é que foi formada a comissão, que começou por ser suspensa
desde o primeiro dia até ao final do estado de emergência devido à pandemia de covid-19,
decisão que foi tomada em 02 de Abril,
por unanimidade, pelo plenário da Assembleia da República.

O estado de emergência em Portugal, que entrou em vigor em 18 de Março, cessou em 02 de maio,
tendo o Governo decretado a transição
para a situação de calamidade.

Agora interrompe o mês de Agosto.

Ver aqui: https://tvi24.iol.pt/…/pedrogao-grande-parlamento-suspende-…

Por estas e por muitas outras razões
é que Portugal piorou, em 2019,
a sua pontuação no ranking sobre níveis de corrupção
no sector público elaborado pela organização
não-governamental Transparency Internacional (TI).

Considerando APENAS a UE,
Portugal é o 15.º Estado-membro com mais corrupção
entre os 28, ficando assim abaixo da média da tabela (14).
O relatório da TI não refere casos específicos
de corrupção em Portugal.

João Paulo Batalha, presidente da Transparência
e Integridade (TI-PT), no capítulo português
da Transparency International, no comunicado escreve:
«Para além de promessas reiteradas e discursos de ocasião, não tem havido em Portugal uma verdadeira mobilização
da classe política contra a corrupção, o que nos deixa repetidamente atrás da média da Europa ocidental.
Faz falta a coragem política para implementar uma estratégia robusta capaz de prevenir e combater eficazmente
a corrupção, o que não se consegue com declarações
de intenção.
São precisos compromissos efetivos»
(relatório respeitante ao ano de 2019).

Noticiado no Observador : https://observador.pt/…/corrupcao-setor-publico-em-portuga…/

Perante tudo isto perguntamos:

- A interrupção constante da comissão
que deveria apurar as responsabilidades políticas do Governo
e do Estado na gestão dos donativos
para a recuperação das zonas afectadas pelos incêndios
que deflagraram em Pedrógão Grande em 2017,
não irá beneficiar os corruptos ?

Muitas das provas
não irão desaparecer ?

Não se esqueçam,
também, que há um prazo máximo
para a realização de um inquérito que é de 180 dias,
findo o qual a comissão se extingue
(podendo com devida justificação
prolongar mais 90 dias).

Mantenham-se Alerta!

Gomes
28/07/2020

«ENTRE GARFO E FACA O PRESIDENTE NÃO METE A COLHER»

Gomes, 27.07.20

MH JULHO 20-19.jpg

O Movimento de Humor está a tentar descodificar
duas frases proferidas pelo senhor presidente
da República Portuguesa.

A primeira é que diz :«os portugueses é que são os “juízes” das decisões dos líderes partidários.» - isto sobre a decisão conjunta de Costa e Rio que decidiram reduzir
as idas à Assembleia da República do primeiro-ministro
para prestar contas.

- Não entendemos!
O senhor presidente diz que a decisão
é dos portugueses
tomada pelas decisões dos lideres
dos dois maiores partidos
que combinam o que devem fazer?
E onde está a voz da maioria ?
Isto é a nova "democracia": decisões conjuntas
dos dois maiores partidos?

Não acredita?
Leia no Observador: https://observador.pt/…/portugueses-e-que-sao-juizes-dos-l…/

A segunda diz :
«O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, admitiu este domingo no Algarve que a pandemia afetou
a prevenção dos incêndios, tornando as condições
de combate "difíceis", sobretudo por se tratar de um verão muito quente. "Quanto à prevenção, ela sofreu, há que dizer, de facto, sofreu com a pandemia. Os meses que eram meses cruciais da transição da primavera para o verão foram meses acabados por não existir", disse aos jornalistas durante uma visita ao lar de idosos da Santa Casa da Misericórdia de Boliqueime, em Loulé, no distrito de Faro.»

No Expresso: «https://expresso.pt/…/2020-07-26-Marcelo-admite-que-pandemi…»

Também foi a pandemia que dificultou a prevenção dos incêndios em Pedrogão?

As únicas medidas era obrigar os proprietários a cortarem o mato?

Mais adiante acrescenta no discurso: «Até agora o que se pode dizer é que, na generalidade dos casos,
houve capacidade de resposta,
sobretudo nos grandes casos, nos grandes fogos»
Já percebemos que o Estado conta apenas com o esforço privado.
Os impostos são apenas para pagar salários e mordomias a amigos?

A única explicação que encontrámos é que o senhor presidente da República Portuguesa está lélé da cuca!

Mantenham-se alerta e em segurança.

Gomes
27/07/2020