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mOVIMENTO de hUMOR

Desenhos originais com um hUMOR que ou fazem pensar ou fazem ranger os dentes.

ONU CRITICA INACÇÃO NO PINHAL DE LEIRIA

Gomes, 12.08.20

MH AGOSTO 20-07.jpg

Não tem o destaque da Floresta da Amazónia
dada pelos movimentos de intervenção ecológicos,
mas na proporção de Portugal
o Pinhal de Leiria é a nossa "Amazónia" - ou, para sermos exactos: já foi!

O governo não só não tomou medidas
para recuperar o que foi destruído pelos fogos de 2017
como não está a tomar as devidas medidas
para a prevenção de incêndios
(há a história mal contada
da compra de drones)
e muito menos medidas
para o seu combate.

Desta vez a crítica não veio de nenhum partido da oposição,
ao partido do governo, nem de nenhum movimento
em Portugal que se insurgiu em relação à Amazónia,
veio de um especialista em gestão de incêndios
do departamento de Florestas da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO),
Peter Moore, que visitou em Fevereiro deste ano (2020)
este e outros locais afectados pelos incêndios de 2017,
em Portugal.
«- Esperava ver no terreno um esforço de recuperação mais visível e fiquei surpreendido por não ver actividade nenhuma», admitiu ao Expresso o especialista, que no terreno observou um cenário de «devastação onde permanece tudo negro»
dois anos depois de as chamas ali terem consumido
86% da floresta.

A desculpa foi, está claro, para a falta de fundos.

No interior...
...porque da Grande Lisboa
e do Grande Porto há verbas.

Fonte: artigo de Carla Tomás e publicado no Expresso :https://expresso.pt/…/2020-02-02-ONU-critica-inacao-no-Pinh…

A crítica cá dentro em Portugal também se faz,
mas não é ouvida (é só ouvida a da Amazónia
por causa das "agendas políticas").

Pois a legislação sobre floresta “é um tremendo emaranhado”, em que a maior parte “não passa de boas intenções”, inclusive o Programa de Transformação da Paisagem, destacando-se a falta de cadastro, afirma
Joaquim Sande Silva, membro do Observatório Técnico Independente.
«Temo que o país não esteja suficientemente preparado para evitar aquilo que já aconteceu há três anos», alerta Joaquim Sande Silva, especialista em floresta e professor na Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Coimbra, referindo-se aos incêndios de 2017 e apontando como grande falha a morosidade quanto à implementação de medidas.

Fonte: https://www.noticiasdecoimbra.pt/legislacao-sobre-floresta…/

Só os santos nos podem ajudar.

Mantenham-se alerta!

Gomes
11/08/2020

A POBREZA É QUEM MAIS CUMPRE COM AS CONDIÇÕES DE COMBATE ÀS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS ?

Gomes, 04.06.20

MH JUNHO 20-4.jpg

O relatório da ONU (2019)
revela que há cerca de 1,3 biliões
de pessoas de 101 nações analisadas
que são consideradas “multidimensionalmente pobres”. Havendo um aumento de 500 milhões de pessoas
a viverem em condições sub-humanas.

(Ver o relatório aqui: https://news.un.org/pt/story/2019/07/1679661)

Parece que não tem nada a ver
com o combate às alterações climáticas.
Parece que até são situações diferentes
e quase estanques entre si.

Mas a questão que colocamos é esta:
- Se o combate às alterações climáticas
deve ser feito no mundo,
como explicar à maioria da população do mundo
(a que "sobrevive" abaixo das condições humanas - se juntarmos a pobreza acrescida com o covid-19 - os números saltam ainda mais) como podem ter práticas ecológicas?

Numa lógica de maldade e cinismo: as pessoas que lutam para sobreviver já fazem reciclagem,
já reduziram MUITO o consumo,
os alimentos com proteína animal são miragem.

Desculpem tanta maldade, mas é o que se apresenta.

A maior maldade
é ver o primeiro mundo
a reclamar de barriga cheia
e apenas a olhar para o seu umbigo.

Um dos símbolos mediáticos no combate
às alterações climáticas é Greta Thunberg que disse:
“Se os adultos se estão a borrifar para o meu futuro,
porque hei de ir à escola?”
A questão que não foi explicada na escola,
onde Greta anda, é que a maioria das pessoas
que no mundo lutam pela sobrevivência
estão MUITO piores e não vão mesmo colaborar com ela.

Iniciar uma luta para acabar com a pobreza
é uma prioridade maior - mas os professores
de Greta esqueceram-se de explicar isso.

A viagem que Greta fez para a
Cimeira do Clima da ONU (em 2019)
não serviu apenas para poupar o ambiente,
mas serviu também para consciencializar as pessoas
de que há alternativas ao avião
(evidentemente que estamos a falar de uma micro-minoria mundial dentro da minoria que tem posse para viajar
de avião).

A bordo do Malizia II,
a activista, o pai Svante,
o príncipe Pierre Casiraghi, que ia ao leme do iate,
Herrmann e uma equipa de documentaristas demonstravam que havia uma minoria,
dentro da minoria que pode pagar viagem de avião,
que até pode despender tempo
e dinheiro para viajar num iate.

(ver aqui: https://www.tsf.pt/…/greta-thunberg-cruza-o-atlantico-rumo-…)

Tomara a maioria das pessoas no mundo
ter duas refeições por dia.

Estas demonstrações de absoluto dispêndio
de verbas são prova de que só há rico se houver pobre.
Mas quem é rico tem saber que é melhor partilhar, se for obrigado a partilhar como na China (e países comunistas), quando têm poder
a primeira coisa que ambicionam
é tirar ao outro para terem mais.

Tal como a ideia de que é necessário haver pessoas
a fazerem o trabalho que não queremos
para os nossos filhos,
assim passam propaganda para nos manipularem.

A ecologia iniciou com mais força nos anos 70
e tinha como prática a Instrução e o desenvolvimento
de técnicas que continuassem
a produzir produtos a preços acessíveis
ao mesmo tempo que se reduzia o impacto na Natureza.

A prioridade talvez deva ser a de combater
as condições sub-humanas em que vivem pessoas,
na nossa rua, cidade, região, país e mundo.

Se as pessoas não forem remetidas a gente de segunda,
há mais inteligência para potencialmente se resolver
o problema da ecologia e de pandemias.

Fiquem em segurança
e aproveitem para questionar.

Gomes
04/06/2020